Brasil Estatais iniciam 2026 com rombo de R$ 4,9 bilhões, aponta Banco Central

 

Brasília (DF), 11/07/2025 - Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

As empresas estatais brasileiras fecharam janeiro de 2026 com déficit de R$ 4,869 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira 27 pelo Banco Central do Brasil no relatório “Estatísticas Fiscais”.

Do total negativo registrado no mês, R$ 3,33 bilhões correspondem às estatais federais. As empresas estaduais responderam por R$ 1,56 bilhão do déficit, enquanto as municipais tiveram resultado negativo de R$ 17 milhões. O levantamento das federais não inclui companhias dos grupos Petrobras e Eletrobras.

O déficit ocorre quando as despesas superam as receitas — situação oposta ao superávit.

O resultado surge em meio à crise financeira enfrentada pelos Correios. No fim de dezembro, a estatal publicou no Diário Oficial da União um orçamento que projeta R$ 17,7 bilhões em receitas correntes, valor R$ 6,3 bilhões inferior ao estimado para 2025, quando a previsão era de R$ 24 bilhões.

Diante desse cenário, o Conselho Monetário Nacional aprovou, na quinta-feira (26), uma resolução que altera os limites para contratação de crédito por órgãos e entidades públicas em 2026. A medida cria um sublimite específico de até R$ 8 bilhões, com garantia da União, destinado aos Correios.

Ainda em janeiro, a estatal aprovou a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões. A empresa também conduz um plano de reestruturação que inclui demissões e leilões de imóveis para reforçar o caixa.

Setor público tem superávit

Apesar do resultado negativo das estatais, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro de 2026. O valor, que considera receitas e despesas sem incluir juros da dívida, ficou ligeiramente abaixo do apurado no mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de R$ 104,1 bilhões.

No primeiro mês deste ano, o governo central — formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — apresentou superávit de R$ 87,3 bilhões. Os governos regionais também registraram resultado positivo, de R$ 21,3 bilhões. O único resultado negativo partiu das empresas estatais, com déficit de R$ 4,9 bilhões.

A dívida bruta do país permaneceu em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo patamar observado no mês anterior.

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