Em meio à crise do STF e ao caso Banco Master, Flávio associa Lula a Moraes e presidente reage chamando o senador de “nervosinho”
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes e o caso Banco Master entrou no discurso eleitoral de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (16). Os dois candidatos à Presidência trocaram críticas e buscaram associar o adversário ao episódio.
Durante agenda no Ceará, Flávio afirmou que “ninguém aguenta mais” o governo Lula e os ministros indicados pelo petista ao STF. Também declarou: “Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.
Lula disse que Flávio estaria “nervosinho” com a crise e relacionou as críticas do senador ao avanço das investigações envolvendo Daniel Vorcaro. O presidente também elogiou Moraes ao dizer que o mininstro prestou “grandes serviços à democracia brasileira” e citou sua atuação no TSE em 2022 e os processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Lula ainda destacou que Moraes foi indicado ao STF em 2017 por Michel Temer, e não por ele. Sobre eventuais irregularidades, afirmou que “todo mundo que cometeu erro em qualquer área deve ser julgado”, incluindo ministros do Supremo.
Flávio também criticou a atuação do STF após a sessão de terça-feira (15), que analisou relatório da Polícia Federal sobre a relação de Moraes com Vorcaro e acabou suspensa após pedido de vista de Flávio Dino.
[VÍDEO] “O SENADO VIROU UM BALCÃO DE NEGÓCIO DE EMENDAS”: Eduardo Girão defende fim das emendas parlamentares porque elas são “desvio de função”
O senador Eduardo Girão foi enfático ao dizer que “tem acabar com emenda parlamentar” durante entrevista ao Meio Dia RN, da 96FM, nesta quarta-feira (16), ao comentar sobre a utilização dos recursos pelo senadores e a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Além de dizer que Alcolumbre é “um grande operador de emendas parlamentares”, Girão afirmou que o Senado virou “um balcão de negócios de emendas”. Ele citou que cada Senador teve direito a R$ 103 milhões em emendas parlamentares por ano.
Girão lembro ainda que elaborou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para acabar com as emendas parlamentares mas que conseguiu apenas 15 assinaturas favoráveis ao projeto.
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