Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a acordo com os EUA

 Irã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a acordo com os EUA

O governo do Irã sinalizou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz em um intervalo de apenas dois dias, caso os Estados Unidos concordem com uma série de contrapartidas diplomáticas e econômicas. A proposta, anunciada nesta segunda-feira (02/11/2026) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, encurta o prazo anteriormente estimado de sete dias para a normalização do fluxo na hidrovia.

O Estreito de Ormuz é uma artéria vital para o suprimento global de energia. O bloqueio imposto pelo governo de Teerã desde o agravamento das hostilidades em 28/02 tem gerado incertezas no mercado internacional e elevado os riscos para tripulações de navios cargueiros. A decisão de liberar a navegação, segundo Baqaei, seria um gesto de “boa-fé”, dependente da anuência de Washington.

Entre as exigências listadas pelo Irã para encerrar o cerco, destacam-se a implementação de um cessar-fogo regional, o desbloqueio de ativos financeiros iranianos mantidos no exterior, o encerramento das sanções impostas ao setor petrolífero e a abertura dos portos iranianos. No domingo (01/11/2026), o chanceler Abbas Araghchi reforçou o pedido, exigindo a aceitação de uma nova rota de tráfego negociada em conjunto com Omã.

A situação permanece instável, com o diálogo mediado por terceiros. Enquanto Teerã mantém o tom de ameaça contra agressões externas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou, no domingo (01/11/2026), sua disposição em realizar novas operações militares, sugerindo que a contenção atual é temporária. O impasse acontece em um momento crítico, véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para terça-feira (03/11/2026).

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