Fábrica de modelos eletrificados da Leapmotor em Zhejiang, China. — Foto: Divulgação
Uma associação que reúne algumas das maiores montadoras do mundo, como General Motors, Volkswagen e Toyota, pressiona o Congresso dos Estados Unidos a aprovar ainda neste ano uma lei que proíba permanentemente a venda de veículos chineses no país. A informação é da agência Reuters.
O pedido foi feito na segunda-feira (2), antes da retomada dos trabalhos legislativos, prevista para a próxima semana. A Alliance for Automotive Innovation, que representa quase todas as principais fabricantes com atuação nos EUA, afirma que os carros chineses representam riscos à segurança nacional e ameaçam os investimentos da indústria automotiva americana.
A associação reúne as seguintes montadoras:
- Aston Martin;
- BMW;
- Bugatti;
- Ferrari;
- Ford;
- GM;
- Honda;
- Hyundai;
- Isuzu;
- Jaguar / Land Rover;
- Kia;
- Mazda;
- McLaren;
- Mercedes-Benz;
- Mitsubishi;
- Nissan;
- Porsche;
- Stellantis;
- Subaru;
- Toyota;
- Grupo Volkswagen (Audi, Lamborghini e Bentley);
- Volvo.
“Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais”, afirmou John Bozzella, presidente da associação.
Os EUA já adotam restrições que, na prática, impedem a venda e a fabricação de carros de passeio chineses, além de tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos do país. Agora, as montadoras querem transformar o bloqueio em uma proibição permanente.
O projeto foi aprovado por uma comissão do Senado em julho e já tem mais de 100 coautores na Câmara dos Representantes. A expectativa é concluir a votação ainda neste ano, embora o calendário legislativo possa dificultar a aprovação.
As fabricantes alegam que o avanço chinês ameaça a indústria americana. Como exemplo, Bozzella citou que a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos chineses nos oito primeiros meses de 2026.
Donald Trump, que afirmou em setembro aceitar que empresas chinesas fabriquem carros nos Estados Unidos. A China classificou iniciativas contra suas montadoras como “repressão injustificada”.
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