
O professor e pastor Tassos Lycurgo utilizou suas redes sociais neste sábado (17) para se pronunciar novamente sobre o movimento estudantil que exige a sua demissão. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o docente rebateu as acusações de propagação de discurso de ódio e classificou a mobilização como uma tentativa de silenciamento de opiniões divergentes.
No centro da polêmica está um abaixo-assinado impulsionado por coletivos estudantis, que acusam Lycurgo de condutas incompatíveis com a docência, citando supostos episódios de racismo, transfobia e intolerância.
Em sua defesa, Tassos argumenta que está sendo alvo, na verdade, de intolerância religiosa e ideológica por parte de grupos que não aceitam o posicionamento conservador e cristão dentro da academia.
A arte, o divino e a “orfandade” cultural
No vídeo recente, Tassos Lycurgo adota um tom firme ao responder os questionamentos sobre a legitimidade de um pastor atuar como professor no Departamento de Artes da universidade federal. Para o docente, as críticas refletem uma tentativa de apagar a herança cultural e espiritual da sociedade.
Ao atacar o cânone ocidental como racista, opressivo, o objetivo, na realidade, é nos deixar órfãos. Eles querem substituir a admiração que nós naturalmente temos pela criação divina por uma espécie de ressentimento político. Querem que você olhe para uma catedral e não veja a glória de Deus ali, mas passe a ver uma espécie de opressão”, declarou.
Assista ao pronunciamento:
Lycurgo defendeu também que a presença de religiosos na academia não deveria ser vista como um problema. Segundo ele, a questão não é haver um pastor lotado em um departamento de artes, mas a necessidade de existirem muito mais professores que enxerguem Deus como a verdadeira fonte da beleza.
O professor concluiu incentivando que mais cristãos ocupem esses espaços e se dediquem à produção intelectual e artística.
O conflito
O caso ganhou repercussão nacional após estudantes protocolarem denúncias na Ouvidoria da UFRN e organizarem protestos pedindo o desligamento do professor, lotado no Departamento de Artes. O Coletivo Juntos, uma das frentes que lidera o movimento, alega que as falas e posturas do docente ferem o código de ética da instituição e criam um ambiente inseguro para alunos de grupos minoritários.
Por outro lado, Lycurgo recebe apoio de vereadores, líderes religiosos e parcelas da sociedade que enxergam no caso uma perseguição política. A vereadora que denunciou a situação como “perseguição” reforça a narrativa de que o professor está sendo punido por exercer sua fé e suas convicções pessoais fora de sala de aula.
Até o momento, a Reitoria da UFRN não se posicionou sobre o pedido de exoneração, mantendo o trâmite das denúncias sob as normas administrativas da instituição. Enquanto isso, o embate segue acirrado nas redes sociais, com o vídeo de Lycurgo acumulando milhares de visualizações e comentários de apoio e crítica.
BNews Natal


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