
O Governo do Rio Grande do Norte voltou a frustrar os servidores públicos ao anunciar mais um adiamento no pagamento do 13º salário. Pela enésima vez, o Executivo estadual não cumpriu o prazo divulgado anteriormente e agora promete concluir o pagamento apenas na próxima segunda-feira, dia 12.
O novo atraso escancara o desarranjo financeiro da gestão Fátima Bezerra, marcada por rombos nas contas públicas, dificuldades de caixa e incapacidade de honrar compromissos básicos com o funcionalismo. O pagamento do 13º, que deveria ser uma obrigação elementar de qualquer governo minimamente organizado, transformou-se em um problema recorrente.
Diante desse cenário, cresce a pergunta nos bastidores da política potiguar: quem quer assumir um governo com esse perfil? Um governo quebrado, atolado em dívidas, com salários atrasados e sem margem de manobra administrativa. A possibilidade de Fátima Bezerra deixar o cargo para disputar o Senado só aumenta a apreensão.
Não há fila de interessados para herdar um governo arrombado, desorganizado e politicamente desgastado. Assumir o Palácio de Despachos neste momento significa carregar o peso de uma gestão falida, sem recursos e sem credibilidade junto aos servidores e à população.
O atraso do 13º salário é mais do que um problema financeiro. É o retrato de um governo sem planejamento, que perdeu o controle das contas e empurrou o Rio Grande do Norte para uma crise administrativa sem precedentes.
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