
- Governadora evita falar em candidatura, mas deixa dúvidas sobre permanência no cargo até o fim do mandato
Na mensagem anual à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (10), a governadora Fátima Bezerra foi além do balanço administrativo e deixou sinais claros sobre o debate sucessório no Estado, em meio à antecipação do calendário eleitoral de 2026.
Após dois mandatos consecutivos, Fátima adotou um tom de defesa do legado da gestão, rebateu críticas à condução econômica, destacou ações na área da saúde e fez referências a entraves institucionais enfrentados pelo governo. O discurso também teve caráter pessoal. A governadora afirmou nunca ter pautado sua vida pública por interesses individuais e reforçou o compromisso com projetos coletivos — sinalização interpretada por analistas como diálogo direto com o debate sobre sua permanência ou não no cargo até o fim do mandato.
Sem confirmar qualquer candidatura, Fátima deixou em aberto a possibilidade de disputar o Senado, o que acendeu alerta no meio político sobre os rumos da administração estadual nos próximos meses. A indefinição repercute entre aliados e adversários e amplia as especulações sobre o cenário de 2026.
Setores da oposição avaliam que a incerteza política gera instabilidade e fazem duras críticas à gestão estadual, enquanto governistas defendem os resultados apresentados e afirmam que o foco permanece na continuidade administrativa. O cenário, por ora, segue em aberto.


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