
O dólar fechou esta segunda-feira (13) em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,9970, voltando a ficar abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024. O movimento marca o menor nível da moeda norte-americana em quase dois anos.
Ao longo do dia, o câmbio foi impactado por fatores do cenário internacional, especialmente pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. No início do pregão, o dólar chegou a subir após o anúncio de um bloqueio marítimo em áreas ligadas ao território iraniano.
No entanto, o mercado mudou de direção com sinais de possível abertura para negociações entre os dois países, o que reduziu a percepção de risco global e favoreceu moedas emergentes, como o real.
Mesmo com o petróleo fechando próximo de US$ 100 o barril, bolsas e moedas de países emergentes reagiram positivamente ao longo da sessão. O alívio nas tensões geopolíticas contribuiu para a queda do dólar frente ao real.
O desempenho da moeda brasileira também reflete um cenário mais amplo. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o real avançou cerca de 4,5% em relação ao dólar, registrando o melhor resultado entre moedas de países emergentes.
Dados do índice DXY mostram que, mesmo em períodos recentes de instabilidade global, a valorização do dólar frente ao real foi mais contida do que em relação a outras moedas fortes.
Analistas apontam que fatores como a taxa de juros elevada, o tamanho do mercado interno e a posição do Brasil como exportador de commodities — especialmente petróleo — seguem atraindo investimentos estrangeiros.
Além disso, a percepção de que a bolsa brasileira ainda está subvalorizada também tem contribuído para a entrada de capital no país, o que ajuda a sustentar o real em patamares mais valorizados frente ao dólar.
BNews Natal
.jpg)

0 Comentários